Música

Alegria Alegria: Zélia Duncan estreia hoje o musical que celebra os 50 anos de Tropicália.

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Em 2017 a Tropicália comemora 50 anos! E para celebrar a história deste movimento que revolucionou a Música Popular e a cultura brasileira, com suas singularidades e sua importância, estreia em maio, em São Paulo, “Alegria Alegria”.

Com roteiro e direção de Moacyr Góes, que faz sua primeira incursão no teatro musical, “Alegria Alegria” tem um elenco de 15 atores e será protagonizado pela cantora Zélia Duncan, que assume o papel de condutora do espetáculo.

Com produção da Atual Consultoria e patrocínio do Banco Santander, “Alegria Alegria” terá as canções de Caetano Veloso como eixo da encenação, consideradas pelo diretor “a tradução mais fiel do movimento”, mas também contará com composições de Gilberto Gil, Roberto Carlos, Luiz Gonzaga e Vicente Celestino, entre outros.

“A Tropicália não foi uma obra do Caetano, foi uma obra de muitas pessoas, muitos artistas, no entanto eu acredito que o Caetano é a expressão mais radical, mais imperativa do tropicalismo. Mas isso não significaria muita coisa, se não fosse uma obra extraordinariamente bela, com canções muito elaboradas. Quando eu me peguei querendo lembrar, querendo fazer um espetáculo que refletisse um pouco sobre a importância da Tropicália até hoje na cultura brasileira, eu vi que eu deveria ir para a obra do Caetano, que tem uma função, uma posição dentro da cultura contemporânea brasileira absolutamente fundamental”, explica Góes.

Além de Moacyr Góes e Zélia Duncan, a ficha técnica do espetáculo reúne outros nomes consagrados do teatro brasileiro, como Hélio Eichbauer (cenografia), Alonso Barros (coreografia), Ary Sperling (direção musical) e Fabio Namatame (figurinos), entre outros. Para contar a história do tropicalismo, no entanto, o diretor optou por criar um espetáculo musical não convencional:

“Não é um espetáculo que atenda, digamos, à trajetória tradicional do musical como linguagem, que é ter uma história, ter uma trama, e que é composto por músicas que ajudam esta trama a se desenvolver até o seu desenlace. Não acho que para falar de tropicalismo, para pensar sobre tropicalismo, pudesse ser assim, pudesse tentar colocar em uma trama tão tradicional o que, em si, é tão pouco afeito a normas. Eu procurei estruturar um roteiro que tivesse uma lógica, que contasse uma história, mas não de uma maneira tradicional, que não fosse um musical histórico, didático. Eu não quero explicar para as pessoas o que foi o tropicalismo, eu quero que as pessoas passem por uma experiência com as músicas e com as cenas, que produza sentimentos, reflexões, emoções, etc. É um espetáculo para você sorver.”

“Para mim isso será um desafio enorme – explica Zélia – Quando eu li o roteiro do Moacyr, fiquei muito comovida com tudo que vamos falar, da maneira como vamos falar, de ver que não é um musical com todas as fórmulas que todos já conhecem, pois é brasileiro e está nascendo em nossas mãos, sem cartilha prévia. Falando de um momento histórico brasileiro, de pessoas que se arriscaram de uma maneira extremamente corajosa e nisso eu acho que o Caetano tem um papel absoluto, porque ele até hoje faz isso com imensa disposição. É essa coragem que ele tem, esse talento que sempre traz frescor, isso tudo misturado. Então, é uma delícia fazer parte, se sentindo no olho desse furacão.”

Nascida em Niterói e criada em Brasília, Zélia Duncan canta profissionalmente desde os anos 80. Seu primeiro álbum ao vivo foi Outra Luz, de 1990. De lá para cá, lançou outros nove álbuns de estúdio, cinco discos ao vivo e seis DVD. Em 2006, gravou com os Mutantes, um dos principais nomes do Tropicalismo, o álbum Mutantes ao Vivo, no Barbican Theatre em Londres.

Um dos principais nomes da MPB, Zélia já ganhou diversos prêmios importantes, entre eles, o Prêmio da Música Brasileira em 2016, com Melhor Canção, Melhor álbum de Samba e Melhor Cantora de Samba.

Diretor e roteirista, Moacyr Góes é um dos principais nomes em atividade na cena artística nacional. Dirigiu as novelas Laços de Família, Vale Tudo e Suave Veneno, filmes como Dom, Trair e Coçar é só Começar e Bonitinha, mas Ordinária, shows de Chico Buarque, Elba Ramalho, Olivia Byington e espetáculos teatrais como Peer Gynt.

Serviço: Alegria Alegria.

Local: Teatro Santander ( JK Iguatemi)

Endereço: Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041 – Itaim Bibi, São Paulo – SP, 04543-011
Telefone: (11) 4003-1022

Sessões: quintas e sextas, às 21h; sábados, às 18h e 21h, e domingos, às 18h. Temporada: 13 de maio a 9 de julho de 2017

Capacidade: 1090 assentos, sendo 16 espaços para cadeirantes e 8 poltronas para obesos.

Estacionamento: Teatro (Eventos Corporativos, Shows e Musicais – R$ 35,00 – Estacionamento acessível apenas para carro) Ingressos: de R$ 25,00 a R$ 250,00

Divulgação. Fotos: Marcos Hermes.

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Foi editora e responsável pela criação da Revista ‘Viver Nutrilite’ e redatora da BCS Comunicação. Trabalhou como repórter freelancer para diversos veículos de comunicação cobrindo shows internacionais, nacionais e eventos. Foi Assessora de Imprensa nas áreas de beleza, moda, saúde e bem-estar na Papiro Comunicação e Know How Comunicação. Foi Assessora de Imprensa da Ana Massella Dermatologia e Clínica Estética. Atualmente é editora de conteúdo do site Passaporte Cultura e repórter colaboradora do Site Gossip. Jornalista por formação, cidadã do mundo e de bem com a vida. Apaixonada por Deus, viagens, Bon Jovi, cinema e séries, SPFC, rock, Dalí e Ayrton Senna.

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