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Como ser um Rolling Stone: Entenda a liderança eficaz de Mick Jagger

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“Um garoto mais movido pelo trabalho duro do que pelo talento”. É assim que muitos historiadores descrevem a infância e início de carreira de Mick Jagger, uma das maiores estrelas do rock e principais nomes da indústria musical mundial. Mas, então, como ele conquistou tamanho sucesso?

Em Como ser um Rolling Stone: Entenda a liderança eficaz de Mick Jagger, publicado pela editora Citadel, os autores catarinenses Jamil Albuquerque e Joilson Albuquerque, respectivamente presidente e gestor de conteúdo e relacionamento da MasterMind, analisaram como Mick Jagger transformou uma banda de rock n’ roll em uma das empresas mais bem sucedidas do mundo.

Nessa comparação inédita com o estudo de perfis icônicos intitulado “O Manuscrito Original – As leis do triunfo e do sucesso de Napoleon Hill”, feito pelo mestre Napoleon Hill no início do século XX (que inclusive estudou grandes nomes como Churchill, Carnegie, Ford, Rockefeller, Roosevelt, e outros 16 mil líderes), Jamil e Joilson destacam as competências de Mick Jagger como empresário, líder e empreendedor. Napoleon se consagrou como “o criador de milionários, conselheiro de titãs e confidente de presidentes”, tamanha proximidade com os mais bem-sucedidos nomes da indústria, em uma época que o EUA explodia com a industrialização.

Os 17 pontos indicados como habilidades para uma liderança eficaz, descritos por Napoleon Hill em seu estudo, foram de extrema valia para a obra Como ser um Rolling Stone. Os autores Jamil e Joilson exemplificaram e relataram por meio de uma extensa pesquisa de oito anos, como as características de Mick Jagger refletem todos os preceitos que o grande mestre dos negócios apontou ainda em 1928. Competências como a capacidade de conseguir a cooperação do restante do grupo (chamada de MasterMind ou aliança de mentes) – tida como uma das principais qualidades listadas em “O Manuscrito Original” – e a absoluta persistência e resiliência, traçaram o destino de Mick e milhares de outras pessoas empregadas pela Rolling Stones.

Mick nem sempre foi visto como um líder, inclusive no início de sua carreira foi o comprometimento e a disciplina que o levaram ao comando. O entusiasmo foi um gás para o enérgico vocalista que após arrecadar 665 milhões de dólares durante uma turnê disse: “Ou você continua se movimentando ou você morre.”

“O entusiasmo”, disse Napoleon Hill, “é o mais importante combustível para a busca do sucesso pessoal, tanto quanto o combustível é importante para o carro funcionar”. (P.70)

Manter-se à frente na liderança de um time, cuja média de idade é maior do que a dos anciões da Suprema Corte dos Estados Unidos, empregar milhares de pessoas e ainda assim movimentar tanto dinheiro que, se comparadas a uma nação, teriam um PIB maior que dos os últimos 35 países da lista das Nações Unidas, não é uma tarefa fácil. Jagger definiu bem seus objetivos, entendeu que o autocontrole seria essencial se quisesse progredir na profissão e na vida. Seja com fãs descontrolados, shows regados a bebidas e drogas e um universo musical jovem, não há como duvidar dessa competência que o astro possui.

Saber lidar de forma exemplar com o fracasso é outro ponto marcante na trajetória de qualquer empreendedor. Para os Rolling Stones isso pode ser pontuado com maestria, na verdade, com música. O álbum Exile on Main St. (1972) foi gravado durante o exílio na França, após terem abandonado a Inglaterra por problemas tributários. A resiliência frente ao problema inesperado criado por um empresário, a brusca separação da família e amigos, e as péssimas condições de gravações deram vida ao que se tornaria lendário: The Rolling Stones Co.

Além de fatos biográficos, passagens da literatura ficcional como Shakespeare e Cervantes, Como um Rolling Stones traz ao leitor de forma muito demonstrativa o que todos podem alcançar: MasterMind (aliança de mentes), autocontrole, objetivos bem definidos, tolerância, confiança em si mesmo, uso adequado da imaginação, ter iniciativa, saber lidar com fracassos, hábito da economia, entusiasmo, fazer mais que o combinado, personalidade agradável e pensar com exatidão. Ou seja, as 17 habilidades que trilharam o caminho do protagonista de um dos maiores cases de sucesso da música e empreendedorismo. Afinal, para Mick Jagger, nunca foi só rock ‘n roll não é mesmo?

“Ao lapidar sua liderança, Mick Jagger desenvolveu a capacidade de lidar com as pressões mais desgastantes, talvez por ter percebido já no início que não iria tão longe sem ter a tolerância necessária para suportar o ritmo cotidiano de show business. Em “Beast of Burden”, do álbum Some Girls de 1978, ele cantaria, “Minhas costas são largas, mas estão machucando (…). Serei forte o bastante?” Mick mostrou-se sabedor de que o triunfo traz junto a necessidade de fortalecimento, tanto para usufruir corretamente do sucesso como aguentar os eventuais pesos extras sobre as costas. Percebe-se neste e em outros episódios que ele tem o nível necessário de tolerância para exercer uma liderança eficaz”.  (P. 176)

Como um Rolling Stones: entenda a liderança eficaz de Mick Jagger é um guia para empreendedores que buscam uma dose de ânimo e credibilidade no poder da realização pessoal. Com comportamentos de Mick contextualizados às Leis de Napoleon, é possível perceber que as destrezas para se tornar um sucesso podem ser aprendidas – por mais caótica que seja a carreira.

Ficha Técnica:
Não ficção; autoajuda
ISBN: 978-85-68014-61-5
Formato: 16 x 23 cm
Páginas: 208
Preço: R$ 42,90

Foi editora e responsável pela criação da Revista ‘Viver Nutrilite’ e redatora da BCS Comunicação. Trabalhou como repórter freelancer para diversos veículos de comunicação cobrindo shows internacionais, nacionais e eventos. Foi Assessora de Imprensa nas áreas de beleza, moda, saúde e bem-estar na Papiro Comunicação e Know How Comunicação. Foi Assessora de Imprensa da Ana Massella Dermatologia e Clínica Estética. Atualmente é editora de conteúdo do site Passaporte Cultura e repórter colaboradora do Site Gossip. Jornalista por formação, cidadã do mundo e de bem com a vida. Apaixonada por Deus, viagens, Bon Jovi, cinema e séries, SPFC, rock, Dalí e Ayrton Senna.

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