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Mulheres detêm o poder do mundo em romance futurista de Naomi Alderman.

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O que aconteceria em uma sociedade convencional se os papéis dos homens e das mulheres fossem invertidos e elas se tornassem as agressoras? Lançamento da coleção Planeta Minotauro, dedicada à ficção especulativa, que engloba os gêneros de horror, fantasia e ficção científica, O poder apresenta uma narrativa impactante, provocadora e essencial sobre o empoderamento feminino. O livro foi eleito um dos 10 melhores de 2017 pelo The New York Times e aparece na lista dos melhores do ano divulgada pelo ex-presidente americano Barack Obama.

A obra, que fez de Naomi Alderman vencedora do Baileys, um dos mais aclamados prêmios literários do Planeta, se passa em um futuro próximo no qual as mulheres descobrem que seus corpos são capazes de produzir poderes de eletrocutar outras pessoas até a morte. De repente, a estrutura da civilização é abalada e os homens se dão conta de que não estão mais no controle.

O poder é na verdade um romance histórico escrito pelo personagem Neil Adam Armon, na tentativa de explicar a formação da sociedade em que vivem naquele momento, na qual as mulheres, cansadas após séculos de abuso, passam a deter o poder por meio da força. O livro começa com uma troca de e-mails entre Neil e Naomi Alderman, na qual ele apresenta a obra à editora e pede um parecer. “Ansiosa para ler o livro! Acho que vou gostar desse ‘mundo governado por homens’ de que você tanto tem falado. Certamente um mundo mais gentil, mais atencioso e — será que ouso dizer? — mais sexy do que este em que vivemos”, ela responde. A obra então especula uma realidade futura, por meio de uma romantização do passado, que representa o inverso do que vivemos nos dias atuais.

A partir daí, o leitor acompanha a vida de quatro personagens: Roxy, uma adolescente britânica filha de um grande mafioso; Allie, uma jovem norte-americana que vive com uma família adotiva abusiva; Margot, prefeita de uma cidade estadunidense divorciada com duas filhas menores; e Tunde, um rapaz nigeriano que almeja uma carreira no jornalismo. O livro percorre esses e outros personagens ao longo de um período de 10 anos, que parece se iniciar nos dias atuais, e durante o qual se desenrolam rapidamente mudanças sociais drásticas em todo o mundo.

Com ritmo eletrizante e crítica social afiada, O poder transporta o leitor para uma realidade alternativa e expõe nosso próprio mundo de formas arrojadas e surpreendentes.

SOBRE A AUTORA

Naomi Alderman nasceu em Londres, na Inglaterra. É escritora, colunista da seção de tecnologia do The Guardian e roteirista de games. Com O Poder, eleito pelo The New York Times um dos 10 melhores livros de 2017, recebeu o prestigiado Baileys de ficção. É formada em Escritra Criativa pela Universidade de East Anglie, além de Filosofia, Política e Economia pela Lincoln College, em Oxford. Sua estreia na literatura veio com Desobediência, controverso romance sobre uma lésbica de origem judaica que deu origem ao filme homônimo, com Rachel Weisz e Rachel McAdams no elenco. Participou do programa Rolex Mentor and Protégé Arts Initiative, tendo como mentora e orientadora Margaret Atwood (O conto da aia).

FICHA TÉCNICA

O poder

Naomi Alderman

Tradução: Rogério Galindo

368 páginas

R$ 59,90

Foi editora e responsável pela criação da Revista ‘Viver Nutrilite’ e redatora da BCS Comunicação. Trabalhou como repórter freelancer para diversos veículos de comunicação cobrindo shows internacionais, nacionais e eventos. Foi Assessora de Imprensa nas áreas de beleza, moda, saúde e bem-estar na Papiro Comunicação e Know How Comunicação. Foi Assessora de Imprensa da Ana Massella Dermatologia e Clínica Estética. Atualmente é editora de conteúdo do site Passaporte Cultura e repórter colaboradora do Site Gossip. Jornalista por formação, cidadã do mundo e de bem com a vida. Apaixonada por Deus, viagens, Bon Jovi, cinema e séries, SPFC, rock, Dalí e Ayrton Senna.

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