Cinema

O Dilema das Redes: 10 coisas a fazer para não ser manipulado pelo smartphone.

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Por Claudia Skobelkin Fotos: Divulgação e Internet/Reprodução.

O documentário ” O Dilema das Redes’‘, lançado na Netflix recentemente, é um filme que todos devem assistir. Se você tem uma conta no Facebook, Instagram, You Tube, Twitter, Whatsapp, ou e-mail, é uma obrigação, pode acreditar em mim.

O documentário mostra como as redes sociais estão afetando o mundo e a vida em sociedade, -tirando a qualidade de vida das pessoas- e conta com comentários de ex- executivos do Vale do Silício.

Eu desinstalei o meu whatsapp e apaguei a minha conta desse aplicativo que nunca gostei. Fui criticada por alguns amigos e parentes, mas não me arrependo da decisão: ganhei tempo para fazer coisas mais importantes.

Já recebi vírus duas vezes pelo whatsapp e o aplicativo é a principal fonte de proliferação de fake news. Já foi tarde. Sou fã do minimalismo, estou naquela fase da vida em que acredito que o menos é mais. Menos internet e mais vida real, menos tecnologia e mais encontros ao vivo, caminhadas no parque e leituras de livros. É paz que fala?

Voltando ao documentário… Do vìcio na internet ao distanciamento familiar -muitas vezes causado pelo uso excessivo das plataformas-, comportamento social alterado, política, consumo e até o lucro financeiro das Empresas em cima dos internautas conectados nas redes muitas horas por dia, está tudo lá. ” Se você não está pagando pelo produto, o produto é você’‘, lembrou Tristan Harris, um ex-designer do Google em seu depoimento no filme.

Embora o documentário não apresente uma solução para o dilema das redes, os especialistas das redes apresentam 10 dicas para não se tornar um escravo da tela do seu smartphone. Confira.

Por Igor Veiga/Site O Tempo

1. Não clique em vídeos ou postagens recomendadas

Segundo o autor e cientista da computação Jaron Lanier, o pai da realidade virtual, em vez de ajudar os algoritmos te guiarem, o melhor é você mesmo procurar o próximo vídeo que deseja assistir.

2. Instale uma extensão no Chrome que bloqueia recomendações 

Em sua loja de extensões, o Chrome oferece dezenas de opções que bloqueiam vídeos recomendados e comentários no YouTube. No documentário, Guillaume Chaslot, coautor do algoritmo de recomendação da plataforma,que deixou o Google em 2013, sugere que você instale alguma delas.

3. Desative as notificações dos aplicativos

Segundo os experts ouvidos em “O Dilema das Redes”, essa é uma boa forma de estabelecer limites entre você e as redes sociais. Portanto, desative as notificações e mantenha apenas as que estejam enviando mensagens importantes ou oportunas para você. (eu fiz isso, é libertador)

4. Desinstale apps que você não usa ou que tome muito seu tempo

Não há uma regra, o critério é você quem define. No documentário, Justin Rosenstein, cofundador da Asana, afirma que fez isso, por exemplo, com as redes sociais e aplicativos de notícias.

5. Abandone o Google como buscador: use um alternativo

A questão aqui é a privacidade, segundo os especialistas. Guillaume Chalsot diz que só passou a usar o Qwant. Segundo ele, o buscador francês não armazena seu histórico de pesquisa. Outra boa alternativa é o Duck Duck Go. Vale ressaltar que, pelas configurações da sua conta no Google, é possível apagar regularmente seu histórico de busca armazenado pela empresa, mas não impedir o registro dos termos pesquisados ou sites.

6. Não compartilhe nada sem antes verificar os fatos

Essa dica é muito válida contra as fake news. Renee DiResta, gerente de pesquisa da universidade de Stanford, nos EUA, sugere sempre fazer uma busca extra na internet. 

7. Nas redes, siga também pessoas com as quais você discorda

De acordo com a cientista de dados e autora Cathy O’Neil, a polarização política sempre existiu e ficou mais exacerbada com o advento das redes sociais. Ela ressalta que é importante seguir pessoas com pontos de vista opostos online, sobretudo para reduzir o impactos de contas-robôs.

8. Não deixe seus filhos usarem as redes sociais

Vários dos tecnólogos apresentados no documentário são firmes quanto a isso. Alex Roetter, ex-vice-presidente sênior de engenharia do Twitter, disse que seus filhos não usam nenhuma mídia social. “É uma regra”, disse ele. O ex-diretor de monetização do Facebook, Tim Kendall, também disse que é inflexível: “Não permitimos que nossos filhos tenham realmente tempo de tela”, afirmou.

9. Desconecte-se, e não vá pra cama com o telefone por perto

Um dos especialistas em ‘O Dilema das Redes’ dá uma dica para que as famílias estabeleçam limites sobre o uso do telefone em casa. Ele sugere que, em um horário determinado, talvez meia hora antes de dormir, você deixe todos os dispositivos guardados em outro cômodo da casa, longe de todos.

10. Exclua sua conta de rede social 

A medida é talvez a mais radical, porém é que mais pode dar certo para quem deseja se desintoxicar das redes sociais. Jaron Lainer, o criador da realidade virtual, diz que fez isso e que se sente muito melhor. Ele reconhece que é irreal esperar isso de todos, mas avisa que é o grande passo para se libertar dos “mecanismos de manipulação” da internet.

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Foi editora e responsável pela criação da Revista ‘Viver Nutrilite’ e redatora da BCS Comunicação. Trabalhou como repórter freelancer para diversos veículos de comunicação cobrindo shows internacionais, nacionais e eventos. Foi Assessora de Imprensa nas áreas de beleza, moda, saúde e bem-estar na Papiro Comunicação e Know How Comunicação. Foi Assessora de Imprensa da Ana Massella Dermatologia e Clínica Estética. Atualmente é editora de conteúdo do site Passaporte Cultura e repórter colaboradora do Site Gossip. Jornalista por formação, cidadã do mundo e de bem com a vida. Apaixonada por Deus, viagens, Bon Jovi, cinema e séries, SPFC, rock, Dalí e Ayrton Senna.

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